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Alterações Climáticas

Adoptamos um comportamento responsável e pró-activo com o objectivo de minimizar a pegada de carbono resultante das nossas actividades.

Pretendemos reduzir os consumos de energia e de bens escassos como a água e optamos por gases refrigerantes com menor impacte ambiental, porque entendemos que só uma abordagem eficiente aos recursos naturais pode trazer benefícios para os ecossistemas.


RACIONALIZAÇÃO DOS CONSUMOS DE ENERGIA E ÁGUA

Os consumos de água e energia dão origem à implementação de iniciativas que visam combater as alterações climáticas, assim como obter poupanças resultantes de uma maior eficiência.

As "Equipas para Gestão dos Consumos de Água e Energia", projecto iniciado em 2011 em Portugal, conseguiram, em 6 anos, uma redução de 373.393 m3 de água e 32.347.700 kWh de electricidade, obtendo uma poupança acumulada de mais de 4,1 milhões de euros.

Em 2016 o Grupo reduziu, o consumo de energia em 1,6% por cada 1.000 euros de vendas. O aumento de 3% do consumo específico de água deve-se ao investimento na área de Perecíveis na Polónia e ao incremento do número de infra-estruturas do Grupo em Portugal, Polónia e Colômbia.

 

ENERGIAS RENOVÁVEIS

Investimos em sistemas renováveis de energia, como a climatização passiva pelo solo, colectores solares para aquecimento de água, postos de iluminação alimentados a painéis fotovoltaicos e sistemas tubulares para transporte da luz natural.

Estes sistemas permitiram-nos poupar, aproximadamente, 63.000 euros em 2016. Com este ganho de eficiência evitámos a emissão de 636 toneladas de carbono para a atmosfera, uma melhoria de 26 toneladas face a 2015.


PROCESSOS LOGÍSTICOS

Como a nossa atividade principal é a Distribuição, procuramos reduzir os impactes ambientais associados aos processos logísticos ao longo de toda a nossa cadeia de valor, minimizando o consumo de matérias-primas e recursos energéticos e reduzindo a quantidade de emissões e desperdícios.

Em Portugal, 68% das viaturas de transporte de mercadorias cumprem os requisitos Euro 5 (192 veículos) e Euro 6 (36 veículos). Na Polónia, 97% das viaturas de transporte de mercadorias cumprem os requisitos Euro 5 (687 veículos) e Euro 6 (264 veículos).

O programa de backhauling consiste na optimização de rotas e maximização de cargas recolhendo, nas viagens de retorno, paletes vazias provenientes das próprias lojas, assim como de fornecedores do Grupo em Portugal e na Polónia. 

Com este programa foi possível recolher - nos últimos 6 anos - 2,6 milhões de paletes, evitando 38,2 milhões de quilómetros em viagens e a emissão de 35,4 mil toneladas de CO2


GASES DE REFRIGERAÇÃO

A gestão eficaz de gases de refrigeração é fundamental para minimizar os seus impactes sobre as alterações climáticas. O Grupo tem vindo a reforçar o controlo de fugas, a utilizar tecnologias mais eficientes e a colaborar com prestadores de serviços nesta área:

  • Na Polónia, nos 15 Centros de Distribuição (CD) estão implementados sistemas de arrefecimento de roll-containers térmicos com neve de CO2. Em Portugal, o mesmo sistema encontra-se a funcionar no CD de Algoz;
  • Instalámos tecnologias de refrigeração (10 lojas em Portugal e 2 lojas e 2 CD na Polónia) que recorrem unicamente a CO2;
  • 5 CD (4 em Portugal e 1 na Polónia), possuem armazéns refrigerados (frio positivo e/ou negativo) com sistemas mantidos a amoníaco combinado com glicol;
  • O grupo tem 582 lojas (183 em Portugal e 399 na Polónia) que possuem arcas congeladoras que recorrem unicamente a propano;
  • Na Polónia, no sistema de frio centralizado de 700 lojas o gás refrigerante 404a foi substituído pelo gás R407f, originando uma redução superior a 50% quanto ao Potencial de Aquecimento Global (GWP - Global Warming Potential) e, portanto, menos impactante na atmosfera;
  • Na Polónia, 3 camiões utilizam CO2 como gás refrigerante, tendo sido também substituído o gás refrigerante em 264 camiões, originando uma redução de quase 50% do GWP.


PEGADA DE CARBONO

Em 2016, a pegada de carbono do Grupo foi contabilizada em 1.267.496 toneladas equivalentes de CO2, o que traduz um aumento de 17,2% face a 2015. Este incremento é justificado sobretudo pelo crescimento significativo dos factores de emissão market-based associados ao consumo de electricidade. Pelo mesmo motivo, o valor específico aumentou de 0,079 para 0,087 toneladas equivalentes de carbono, por cada mil euros de vendas, não obstante a redução do consumo específico de electricidade em 1,6%.

Consulte a Pegada de Carbono no Conteúdo Relacionado.