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Combate ao desperdício alimentar

Apoiar as Comunidades Envolventes 2014 | Apoiar as Comunidades Envolventes

Enquanto especialistas alimentares, temos uma preocupação constante em combater o desperdício de comida, procurando desta forma ser mais eficientes no uso de matérias-primas, promover a coesão social e quebrar ciclos de pobreza e malnutrição.

Apoiar as Comunidades Envolventes
Apoiar as Comunidades Envolventes 15.500 toneladas de alimentos aproveitados e 14 milhões de euros de doações em géneros em 2014

O desafio

Em Portugal, 360 mil pessoas passam fome todos os dias e, por ano, são desperdiçados cerca de 100 quilogramas de alimentos por pessoa no país. O Grupo Jerónimo Martins entendeu que podia contribuir para mitigar este flagelo tanto a jusante como a montante das suas operações de loja e logística.

 

A abordagem

Com o envolvimento dos vários elos da cadeia de abastecimento - produtores, transformadores, lojas e comunidade - em torno de um objectivo comum, o Grupo Jerónimo Martins verificou que se pode evitar o desperdício alimentar não só através do aproveitamento de vegetais "feios" (não normalizados) mas também de doações de alimentos que deixam de poder ser vendidos em loja.

Nos campos, os vegetais não normalizados que anteriormente eram desperdiçados passaram a ter como destino unidades transformadoras de lavagem, corte e embalamento, de onde saem sob duas formas:

- preparados de saladas prontas a comer para serem vendidas nas lojas Pingo Doce;

- matéria-prima que é encaminhada para a Cozinha Central de Odivelas do Pingo Doce utilizar na confecção de sopas e que são disponibilizadas na secções de Take-Away das lojas Pingo Doce em todo o país.

Através desta operação, e de acordo com os produtores parceiros do Grupo em Portugal, são aproveitados cerca de 15% dos vegetais que antes eram desperdiçados.

A jusante das operações de lojas do Pingo Doce, existe outra frente de combate ao desperdício alimentar que se materializa no apoio às comunidades envolventes. Nas lojas, ao final do dia, é feita uma triagem dos produtos que, apesar de estarem aptos para consumo, não devem ser comercializados em loja.

Este processo de separação é realizado pelos colaboradores, entregando depois os bens a instituições de solidariedade social que todos os dias se deslocam às lojas para a sua recolha. As instituições encarregam-se mais tarde de distribuir os bens por quem mais precisa.

O resultado

Os produtores aproveitam vegetais para serem transformados numa oferta de saladas e sopas prontas a comer, rentabilizando o que antes ficava no campo e mais de 400 lojas das Companhias do Grupo em Portugal fizeram doações em géneros num valor de 12 milhões de euros em 2013 a mais de 600 instituições de solidariedade social.

Em 2014, entre os produtos recolhidos pelas instituições de solidariedade e a utilização de produtos não calibrados, o projecto assegurou o aproveitamento de cerca de 15.500 toneladas de alimentos, enquanto as doações ascenderam a um valor de 14 milhões de euros.