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Acção JM > 13,480 1,25 % 17 Mai 2012, 16:29 GMT

Origens e História

1792 - 1918

1792

1792

O jovem galego Jerónimo Martins chegado a Lisboa em busca de melhores dias, abre a sua modesta loja no Chiado.

Nesse longínquo ano de 1792, Jerónimo Martins não terá imaginado que a sua humilde loja iria atingir uma longevidade de mais de dois séculos, transformando-se no Grupo que é hoje.

Na sua "tenda", como na época lhe chamavam, vendia de tudo um pouco: enchidos, sacas de trigo e de milho, molhos de velas de sebo, boticões de vinho, vassouras, etc.

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1797

1797

Jerónimo Martins é o principal fornecedor da Casa Real, da maioria das embaixadas em Lisboa e dos navios que cruzam o Tejo.

Inicialmente situada na actual Rua Ivens, a "tenda" muda para a Rua Garrett, edifício que se mantém até ao grande incêndio de 1988 que viria a destruir boa parte da tradicional imagem do Chiado.

Os acontecimentos políticos sucedem-se, mas a imagem da loja mantém-se imutável. Chegam os franceses; a família real parte para o Brasil; os liberais assumem o poder e, durante todo este período, a Lisboa mais requintada continua a abastecer-se, muitas vezes a crédito, no Jerónimo Martins.

A realeza também não dispensa os seus produtos e D. Fernando, o viúvo de D. Maria II e regente do Reino na menoridade de Pedro V, concede a Jerónimo Martins o alvará de fornecedor da Casa Real, porque "há por bem e lhe apraz". Jerónimo Martins não sobreviverá para receber esta honraria, que seria concedida a seu filho Domingos.

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1851

1851

Um novo produto viria enriquecer as prateleiras da loja: azeite produzido em Vale de Lobos pelo escritor, historiador e político Alexandre Herculano.

No contrato firmado pela sua letra miúda e segura, Herculano defende o seu "azeite fino", asseverando que "quaisquer amostras que tragam o meu nome, quer só, quer associado com outro, são completamente falsas". Durante o século XIX, a loja foi ganhando cada vez mais prestígio.

Venda de produtos importados na loja do Chiado

A loja do Chiado disponibiliza já uma grande variedade de produtos: num anúncio do Jornal do Comércio convida-se à compra de "verdadeiros queijos de Gruyère, londrino e parmesão, barrilinhos de superiores azeitonas de Marselha, salames de Lyão e d'Itália, latas com sardinhas de Nantes, anchovas de Marselha, passas de Málaga, vinho de Champagne, genebra da Holanda, cognac de França... e tudo o mais que se possa imaginar".

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1878

1878

Apesar do êxito evidente, os netos de Jerónimo Martins vão entrar numa fase de dramática crise.

Um dos dois meio-irmãos é dado ao jogo, ao gosto pela noite, pelo fado e entra em ruinosos negócios paralelos. A situação é de autêntica ruptura.
João António Martins lança-se com unhas e dentes em defesa da sua loja.

Vende tudo o que tem: a casa, os cavalos, as pratas, os móveis, consegue uma moratória e uma concordata com os credores e esquece o que lhe devem, que era muito e incluía quase todos os grandes nomes da aristocracia lisboeta, desde o próprio Rei ao Primeiro-Ministro e uma grande quantidade de titulares.

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1881

1881

João António Martins recupera a sua honra, paga todas as dívidas e a "montre" da sua loja volta a ostentar as apetecidas iguarias de sempre.

Será o último Martins à frente da "tenda" do Chiado. Antes de morrer sem deixar descendentes, entrega o estabelecimento aos empregados mais categorizados e deixa todos os seus bens, incluindo a quota da empresa, a um velho amigo, o advogado Júlio César Pereira de Melo, que manterá a designação Jerónimo Martins. O estabelecimento assume-se como uma instituição, um ponto de referência do Chiado e de Lisboa.

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1918

1918

No derradeiro ano da I Guerra Mundial, o custo de vida em Portugal aumentava e o abastecimento de géneros escasseava. Jerónimo Martins passava também tempos difíceis.

Estes factores fizeram despoletar violentas reacções sociais, como greves e assaltos, contrários à intervenção de Portugal no confronto armado e defensores da retirada das tropas portuguesas dos campos de batalha da Europa.

Embora florescente na aparência, a empresa não consegue aguentar a autêntica revolução económica provocada pela I Guerra Mundial e, pela segunda vez na sua já longa história, defronta-se com uma situação praticamente de falência.

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1921 - 1938

1921

1921

A solução para a loja do Chiado viria do Norte do país, através de Francisco Manuel dos Santos, avô de Alexandre Soares dos Santos e de Elysio Pereira do Vale.

Os dois sócios proprietários dos Grandes Armazéns Reunidos, uma sociedade anónima de responsabilidade limitada, criada no Porto, em 1920, tinham partido do nada e erguido a pulso as suas carreiras e tomam as rédeas da "mercearia fina". Nasce a empresa com o nome "Estabelecimentos Jerónimo Martins & Filho".

A situação não é fácil e Francisco Manuel dos Santos vê-se forçado a contrair um empréstimo de cinco contos junto do banco Borges & Irmão, para os quais apresenta como garantia, "o seu trabalho e a sua honestidade".

Foi desta aquisição que nasceu a ligação da Jerónimo Martins aos Grandes Armazéns Reunidos e constituiu também um factor de crescimento do Grupo. Foi decidida uma reestruturação e o alargamento da rede de lojas retalhistas, eliminando a transacção e armazenagem de produtos não-alimentares, numa estratégia que propiciou uma recuperação lenta mas constante.

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1938

1938

Nos anos da II Guerra Mundial a margarina passa a categoria de produto imprescindível e virá a ser protagonista de uma viragem estratégica no negócio do Grupo.

Francisco Manuel dos Santos deixa a liderança do negócio ao seu genro, Elísio Alexandre dos Santos.

Os anos da II Guerra Mundial são de grande carência de todo o tipo de produtos, entre os quais a margarina que passara entretanto à categoria de produto imprescindível.

Elísio Alexandre dos Santos faz uma viragem estratégica da empresa apostando na área industrial, com a abertura da fábrica de margarinas e óleos alimentares FIMA - Fábrica Imperial de Margarina, Lda em 1944, que foi consolidada através da parceria com a Unilever em 1949 e que dura até aos dias de hoje.

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1949 - 1974

1949

1949

O Grupo entra definitivamente na actividade industrial, através da joint-venture com a multinacional Unilever, cujos produtos comercializava desde 1926.

A FIMA, apesar de ter sido constituída vários anos antes, só pôde começar a laborar quase no final da II Guerra Mundial na Europa.
A essência do sucesso da duradoura parceria com a Unilever explica-se pelo excelente relacionamento, alicerçado no espírito de abertura, confiança e respeito mútuo e orientado por uma visão de longo prazo.

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1953

1953

Francisco Manuel dos Santos morre.

Francisco Manuel do Santos morre três anos depois da Lever (produtos de limpeza e higiene pessoal) se juntar à Fima, passando a integrar a joint-venture entre a Jerónimo Martins e a Unilever. Deixa sete herdeiros que se constituem em sociedade civil, ao mesmo tempo que os herdeiros de Elysio Pereira do Vale se organizam numa sociedade imobiliária.

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1959

1959

A Unilever Jerónimo Martins lança-se no negócio da produção e distribuição de gelados.

A Olá (gelados) é adquirida pela joint-venture com a Unilever, a partir da compra de uma pequena empresa de produção de gelados (a Esquimó).
Anos mais tarde, em 1970, a Iglo (produtos congelados) passaria também a fazer parte da joint-venture com a Unilever.

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1968

1968

O actual Presidente do Conselho de Administração, Alexandre Soares dos Santos, toma as rédeas do negócio da família, após a morte de seu pai.

Elísio Alexandre dos Santos (pai) visita o filho no Brasil - que era na altura director de marketing da Unilever-Brasil - e morre durante essa viagem.

Tal como pretendia a família, e após concedida a exigência de lhe serem reconhecidos plenos poderes de administração, Alexandre Soares dos Santos ingressa finalmente no negócio familiar.

Foi o homem que primeiro percebeu que o futuro de Jerónimo Martins passaria pela construção de uma forte presença na Distribuição Moderna, numa altura em que o peso da área industrial do Grupo nos resultados era total.

A visão e a ousadia da sua liderança, que perdura há 42 anos, e a capacidade de inspirar e conduzir milhares de colaboradores ao longo de décadas, fizeram de Jerónimo Martins o que o Grupo é hoje.

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1974

1974

Jerónimo Martins atravessa sem problemas o período conturbado da Revolução de Abril.

Essa transição suave ficou a dever-se, em larga medida, ao controlo praticamente familiar da empresa, que lhe permitiu manter intocáveis os seus objectivos e linhas orientadoras. Em Lisboa, a empresa sobrevive ao fervor revolucionário, tendo os seus dirigentes permanecido no país. Aos funcionários retornados de Angola são atribuídos novos postos, enquanto as estruturas são salvaguardadas e permanecem ilesas.

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1978 - 1989

1978

1978

Constituição da Companhia Pingo Doce, que começa a operar em 1980, e a definição de uma estratégia clara de exploração do segmento de supermercados.

O ano marca o regresso de Jerónimo Martins à sua actividade original: Distribuição. Esta operação será concretizada através de constituição de uma extensa rede de grandes superfícies, rapidamente desenvolvida.

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1985

1985

Jerónimo Martins assume-se como holding e estabelece uma parceria estratégica com o Grupo Delhaize "Le Lion" para o desenvolvimento do Pingo Doce.

A tradicional empresa de quase 200 anos, assumiu o papel de holding, adoptando a denominação social de "Estabelecimentos Jerónimo Martins & Filho - Administração e Participações Financeiras".
O Grupo Jerónimo Martins constitui uma joint-venture com o segundo maior retalhista belga, Delhaize "Le Lion", que passa a ter uma participação na estrutura accionista do Pingo Doce.

É criada no mesmo ano a Jerónimo Martins Distribuição (JMD), empresa de representação de marcas, seguindo as operações tradicionais da empresa, representando e colocando no mercado produtos de marcas bem conhecidas como a Idal/Heinz, a Rowntree/Perugina, a Kellogg's, a Calvin Klein e a Bahlsen.

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1988

1988

O Grupo Jerónimo Martins adquire o Recheio e entra no sector grossista no ano do grande incêndio do Chiado.

Num período de grande crescimento e expansão, o Grupo adquire 60% do Recheio, empresa de cash & carry. O Pingo Doce continua o seu crescimento, através de aquisições.

O Grupo Jerónimo Martins adquirira em 1987, aos retalhistas brasileiros da Supa, 15 supermercados da cadeia Pão de Açúcar que irão fazer crescer a rede de lojas Pingo Doce.

Incêndio do Chiado destrói a loja histórica da Rua Garrett e os escritórios da Jerónimo Martins.

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1989

1989

Grupo compra a Gallo e entra em Bolsa.

A Fima adquire a Victor Guedes, a empresa produtora do Azeite Gallo, responsável por quase um quinto do mercado português na especialidade e começa a ganhar expansão internacional, sobretudo nas comunidades de emigrantes.

O Grupo Jerónimo Martins adquiriu os restantes 40% da cadeia Recheio, assumindo a totalidade da sua estrutura accionista.

As últimas participações da Família Vale detidas pela sociedade imobiliária Elysio Pereira do Vale, são adquiridas pela Família Soares dos Santos, numa operação que representou um enorme investimento.

Para a sua concretização, foi realizada, no mesmo ano, uma Oferta Pública de Venda que colocou no mercado 25% do capital aberto a participação pública. É feita, assim, a entrada na Bolsa, mantendo-se o controlo da sociedade por parte da Sociedade Francisco Manuel dos Santos.

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1990 - 1994

1990

1990

Criação da cadeia especializada Hussel e aquisição do Arminho, grande superfície grossista.

O Grupo Jerónimo Martins faz nascer uma nova cadeia de Retalho Especializado de chocolates e guloseimas, a Hussel, em parceria com a alemã Douglas AG, diversificando o portefólio de activos.

É adquirido o hipercash Arminho, localizado em Braga, uma das maiores unidades do país. Esta aquisição constitui um forte contributo para a actividade do Grupo na área da distribuição grossista, a qual veria o seu desenvolvimento impulsionado através da joint-venture, em 1991, com a inglesa Booker, o maior grossista de produtos alimentares da Grã-Bretanha.

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1992

1992

Grupo celebra os 200 anos de história e faz um reposicionamento estratégico.

O reposicionamento estratégico de Jerónimo Martins é evidenciado pela compra à Delhaize "Le Lion" da sua participação no negócio de retalho do Grupo.
 
Este ano marca também a constituição de uma joint-venture com a empresa holandesa Royal Ahold, uma das maiores empresas no mundo do Retalho Alimentar, que mantém até hoje uma participação de 49% na Jerónimo Martins Retalho (JMR), a holding que controla o Pingo Doce.

Introdução das Marcas Próprias.

Foi o princípio de uma estratégia multi-formato no retalho e da aceleração do crescimento.

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1993

1993

O Pingo Doce conquista a liderança na Distribuição Alimentar, no segmento de supermercados.

A estratégia traçada pelo Grupo Jerónimo Martins na aquisição da Inovação, reforça as joint-ventures existentes com a Ahold e a Booker, marcando a expansão aos centros urbanos do norte.

No retalho, o Grupo procede, conjuntamente com a Ahold, à compra da Inovação, Sociedade Gestora de Participações Sociais, que lhe permite a aquisição de 53 supermercados Inô, três hipermercados Feira Nova e oito cash & carries.

Os cash & carries adquiridos permitem entrar definitivamente nos grandes centros urbanos de Lisboa e Porto, ao mesmo tempo que se acentua a já existente vocação para a descentralização do Recheio.

Em Maio, é anunciada a aquisição de 45 lojas das Cadeias Invictos e Mordomos, bem como a compra do Centro de Distribuição de Loures. Ainda neste ano, o Grupo Jerónimo Martins compra 45 estabelecimentos à Modelo. Verificar-se-ão outras compras importantes, todas elas significativas para a expansão ao Norte e Centro do país.

Na Indústria, a FIMA adquire a Sá & Brás, produtores do azeite Condestável, tornando-se líder nacional neste sector.

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1994

1994

Polónia é identificada como país target para a internacionalização.

Nesta época, a apreensão quanto à evolução do sector da Distribuição no mercado português leva o Grupo Jerónimo Martins a repensar as suas prioridades.

A internacionalização e a expansão além fronteiras tornam-se então o objectivo prioritário do Grupo. Identificação da Polónia como um país target para a internacionalização.

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1995 - 1999

1995

1995

Expansão internacional do Grupo para a Polónia.

Dá-se a expansão para a Polónia, com a aquisição de uma rede de cash & carries polaca com a Insígnia Eurocash, numa acção conjunta, uma vez mais, do Recheio com os ingleses da Booker. O projecto Biedronka arranca.

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1996

1996

Compra da retalhista de desporto Lillywhites, em Inglaterra e aquisição da companhia de águas VMPS, em Portugal.

Dá-se a aquisição da Lillywhites, em Inglaterra, uma das mais prestigiadas cadeias de artigos de desporto do Reino Unido. As operações em Portugal não são descuradas e, neste ano, o Grupo Jerónimo Martins, em associação com o BCP inicia a actividade de in store banking, uma acção inovadora no campo da banca: "lojas" Expresso Atlântico são instaladas dentro das próprias lojas do Pingo Doce e Feira Nova.

Expansão para novas áreas de negócio na Indústria e Serviços

Na Indústria, a FIMA adquire a Panduave e a Lever compra a Diversey Portugal, explorando mais duas novas áreas do mercado: a padaria e a higiene pessoal.

Ainda nesse ano, o Grupo Jerónimo Martins adquire a Vidago, Melgaço & Pedras Salgadas (VMPS) e Companhias Associadas, produtores e distribuidores da marca líder de águas engarrafadas, e lança no mercado a água "7 Fontes."

Na Polónia, procede-se à abertura do primeiro hipermercado Jumbo.

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1997

1997

Compra da Biedronka na Polónia e expansão para o Brasil

Continuando no caminho da internacionalização, o Grupo avança para o Brasil, começando pelo Estado de S. Paulo, onde adquire os Supermercados Sé.

Posicionados como lojas de bairro, têm uma oferta variada e um atendimento personalizado.
Na Polónia, concretiza-se a opção de compra da Biedronka, através da aquisição de 243 lojas da cadeia de discount , com a "Operação Joaninha" a conquistar o mercado polaco.

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1998

1998

Jerónimo Martins reforça posições no mercado grossista e lança primeiro supermercado online em Portugal.

É adquirida à inglesa Booker a sua participação nas operações de cash & carry do Grupo Jerónimo Martins em Portugal (Recheio) e na Polónia (Eurocash). Nasce o Pingo Doce Online, o primeiro supermercado virtual em Portugal.

A Biedronka abre mais 130 novas lojas.

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1999

1999

Expansão da Biedronka na Polónia e da cadeia de supermercados Sé no Brasil.

Na Polónia, são adquiridas ao Grupo Metro e integradas na cadeia Biedronka, 57 lojas discount TIP.

No Brasil, é adquirida a cadeia de supermercados Santo António no Estado de São Paulo, aumentando a cadeia Supermercados Sé em 10 unidades. É ainda assinado o acordo de parceria com o Grupo Martins (Brasil) para o desenvolvimento de serviços de sourcing, logística, cash & carry e franchising de supermercados no Brasil.

Lançamento de um novo conceito em Portugal

Em Portugal, o Feira Nova abre a loja de Sintra, primeira com um conceito inovador de serviço ao cliente, com o lançamento do conceito "Electric Co." e "Quentes & Cia.".

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2001 - 2010

2001

2001

Plano de reestruturação de dívida, com a venda de activos fora do negócio alimentar.

É anunciado um plano de reestruturação financeira do Grupo. Os negócios fora do âmbito da actividade central são alienados, reduzindo-se o nível de endividamento. A reestruturação operacional permitiu maximizar a escala e as sinergias de Grupo, simplificar processos, reduzir custos e, simultaneamente, focar as unidades operacionais na dinâmica comercial dos seus segmentos.

No âmbito deste plano, são alienadas a Vidago, Melgaço & Pedras Salgadas, a participação no Expresso Atlântico e a OniWay.

Dando continuidade ao seu plano de reestruturação, Jerónimo Martins procede, em 2002, à alienação da Lillywhites no Reino Unido, dos supermercados Sé no Brasil e dos hipermercados Jumbo na Polónia.

Já em 2004 é concluída a alienação do Eurocash a um grupo de colaboradores e ex-colaboradores, através de uma operação de management-buy-out, focando o grupo a sua actividade na Polónia no formato de sucesso em que opera: a Biedronka.

O rigor e profissionalismo patentes na reestruturação realizada permitem o regresso aos resultados positivos. Alienados os negócios não rentáveis e reduzida a dívida, a focalização no core business original levou a um fortalecimento estrutural do Grupo e ao reforço da proposta de valor das suas marcas.

O Grupo Jerónimo Martins expande negócio na Polónia

Na Polónia, a Biedronka abre mais 35 novas lojas, elevando o total de unidades para 621.

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2005

2005

Integração da Bestfoods Portugal na Fima e criação da Escola de Formação Jerónimo Martins.

Já em 2005, após um acordo assinado entre Jerónimo Martins e a Unilever em 2004, efectivou-se a operação de integração da Bestfoods Portugal - Produtos Alimentares SA na FimaVG, empresa detida por ambos os parceiros. O negócio permitiu à Fima a integração de um novo conjunto de marcas alimentares de referência, nomeadamente a Knorr, a Maizena e a Alsa.

Mesmo em contexto económico desfavorável, a competitividade das suas marcas de distribuição aumentou, tanto em Portugal como na Polónia, fruto da maior eficácia operacional e da política de preços extremamente competitivos, reforçada nos últimos anos.

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2006

2006

Grupo avança na área da Responsabilidade Social na Polónia e lança “Milk Start” para crianças.

O Grupo Jerónimo Martins continuou a crescer no ano de 2006, quer em Portugal quer na Polónia, em particular na área da Distribuição, com a abertura de 100 lojas Biedronka e o sexto Centro de Distribuição no mercado polaco, bem como mais 20 lojas em Portugal.

Este dinamismo do Grupo Jerónimo Martins, visível em todas as suas áreas de negócio, estendeu-se às suas políticas de Responsabilidade Social. Das diversas iniciativas realizadas em 2006, destaca-se a criação do programa de combate à má nutrição infantil na Polónia, problema que afecta, nesse ano, quase 3 milhões de crianças e jovens polacos. Nesse âmbito, o Grupo lançou o "Milk Start", uma farinha láctea nutritiva para crianças em idade escolar.

Na área da Indústria, assinala-se a alienação do negócio de ultracongelados pela IgloOlá e a decisão de criação de uma única Companhia, a Unilever Jerónimo Martins.

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2007

2007

Acordo para a compra da cadeia Plus em Portugal e na Polónia. Abertura da milésima loja Biedronka.

O ano de 2007 veio confirmar a posição de destaque de Jerónimo Martins no panorama empresarial português. Com um crescimento das vendas que se firmou para além dos 5,3 mil milhões de euros, o Grupo atestou o sucesso das estratégias definidas e de uma gestão de recursos equilibrada. Os principais motores deste crescimento partiram da Polónia, cujos excelentes resultados são acompanhados pela abertura da 1000ª loja Biedronka, bem como de Portugal, com o Pingo Doce a consolidar a sua posição de liderança.

Pingo Doce e o Recheio certificam a Marca Própria

Aos números, junta-se a qualidade, pilar fundamental na estratégia de diferenciação das Companhias, com o Pingo Doce e o Recheio a serem as primeiras companhias do mundo, na área da Distribuição, a certificar a actividade de desenvolvimento e de acompanhamento de Marca Própria.

O Grupo Jerónimo Martins é um dos maiores empregadores em Portugal

O Grupo está ainda entre os maiores empregadores do país, tendo criado 6.625 novos postos de trabalho, finalizando o ano com um total de 41.300 colaboradores. Jerónimo Martins continuou também a assumir responsabilidades sociais em 2007, tendo-se associado ao projecto "Aprender e Evoluir", cujo objectivo é formar e certificar 11.500 colaboradores.

No final de 2007, Jerónimo Martins adquiriu as operações Plus, em Portugal e na Polónia, perspectivando em 2008, após a aprovação das entidades competentes, a integração das lojas Plus em 75 lojas Pingo Doce, em Portugal e 210 lojas Biedronka, na Polónia.

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2008

2008

Concretização da aquisição da Plus, em Portugal e na Polónia. Rebranding do Pingo Doce.

Período de forte expansão, caracterizado pela aquisição das operações Plus, em Portugal e na Polónia, ao Grupo alemão Tengelmann.

Durante este período, a Biedronka incrementou a sua estrutura de lojas em 421 unidades e o Pingo Doce reforçou a sua insígnia com mais 89 lojas.

No sector dos Serviços, em 2008 abre o restaurante Chili's, no segmento casual dining, em associação com a Brinker International.

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2009

2009

Criação da marca Amanhecer e fusão formal do Pingo Doce com o Feira Nova.

Em 2009 surge a marca Amanhecer, uma marca de produtos alimentares destinada à venda no comércio tradicional. O seu sucesso abriu as portas à criação das lojas Amanhecer, um projecto dirigido ao Retalho Tradicional, para estabelecimento de parcerias entre os proprietários de lojas e o Recheio.

A sociedade Francisco Manuel dos Santos, o maior Accionista do Grupo Jerónimo Martins, cria Fundação Francisco Manuel dos Santos.

A fusão formal do Pingo Doce com o Feira Nova abrirá as portas para a conversão da cadeia de hipermercados em lojas da insígnia Pingo Doce.

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2010

2010

Pingo Doce lança serviço de restauração e Take Away.

O Pingo Doce, assumido cada vez mais um papel de fornecedor de soluções alimentares aos mais diversos níveis, avançou com o desenvolvimento da operação de Meal Solutions (Take Away e Restaurantes), que se tem revelado um importante vector de diferenciação, fidelização e dinamização de vendas nas restantes categorias. As vendas de Take Away estão já representadas em 214 das 349 lojas da Companhia e um total de 33 restaurantes estão também em operação.

O Grupo Jerónimo Martins lança novo conceito de restauração

Já em 2010 surge um novo restaurante, Oliva, apresentando um novo conceito de inspiração mediterrânica.

O Grupo abre 207 lojas de Retalho Alimentar, a maioria das quais (197) na Polónia, sob a insígnia Biedronka, elevando o número total de unidades daquela cadeia para as 1.500. É concluído o processo de integração do Feira Nova no Pingo Doce.

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